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sexta-feira, 6 de junho de 2014

A ovelha e o Lobo...



Muitas “amizades” são fingidas, como diz o próprio significado, uso do aparente, tudo para externar uma falsa imagem de bondade, boas intenções etc., significa, também, o uso da hipocrisia, uso de palavras bonitas e com aparência moralista (julgam os atos segundo um critério moral), quando na realidade atrás das paredes de seu território de aparente segurança, demonstram toda a astúcia e veneno em mentes doentes que maquinam atitudes mesquinhas. As pessoas fingidas são falsas na essência, pois simulam no dia-a-dia no convívio da família; no trabalho; na igreja, onde dramatizam uma peça teatral através da farsa utilizando capas de ovelhas e na primeira oportunidade dão o bote com dentes afiados de lobos, animais carnívoros que se alimentam da carne dos próprios irmãos em suas comunidades. Alguns até pensam que têm a aprovação de Deus por estarem dirigindo grupos de pessoas, usam os outros para o seu próprio benefício.

É muito triste ter se deparar com essa situação, mas por incrível que pareça, isso é "comum" entre os chamados discípulos de Jesus. Não se importam mais uns com os outros, apenas se importam com seus interesses próprios.

Para corrigir esse erro, é preciso, primeiro reconhecer que é pecador e que está pecando contra Deus e a sua palavra.

Devemos ver inicialmente como o pecado nos afetou e como nos tornamos pecadores. Só então teremos clareza da salvação de Deus.




Pecado refere-se àquele poder dentro de nós que nos motiva a cometer atos pecaminosos. Pecados, por outro lado, refere-se aos atos pecaminosos individuais, específicos, que cometemos exteriormente.

Os pecados têm a ver com a nossa conduta, e para isso a Bíblia mostra-nos que precisamos de perdão.

Porém, o pecado é o que nos incita, induz-nos a cometer os atos pecaminosos. Por isso, a Bíblia mostra-nos que precisamos de libertação (Rm 6:18, 22).

De acordo com a Bíblia, o pecado está na carne; enquanto os pecados estão na nossa conduta.
Pecado é o que somos; pecados é o que fazemos.
O pecado está na natureza do homem; os pecados estão nos hábitos do homem.
Um pecador pode fazer um milhão de coisas, mas não são essas coisas que o constituem pecador. Uma vez que seja nascido em Adão, ele é pecador.
Portanto, nunca se deve pensar que são os muitos pecados que nos fazem pecadores. Já faz muito tempo que somos pecadores. Não nos tornamos pecadores após estes pecados serem cometidos. Precisamos estabelecer este fundamento claramente.



Hoje há um conceito muito forte que deve ser desarraigado da nossa mente. Achamos que por falhar em fazer o bem, o homem torna-se um pecador. Isso está totalmente errado. Desde que um homem tenha-se apartado de Deus, ele é um pecador. Mesmo que seja um homem dez vezes mais moral que outros, tão logo esteja apartado de Deus, ele é um pecador. Você deve lembrar-se, portanto, de que como cristãos, podemos executar todos os serviços exteriores que há para serem feitos, e podemos cumprir todos os deveres exteriores que devam ser cumpridos; podemos orar como sempre fizemos, podemos ler a Bíblia e freqüentar as reuniões da igreja como sempre fizemos; podemos fazer tudo o que sempre fizemos e podemos até fazer mais. Contudo, se existe um problema entre nós e Deus, estamos pecando. Quando o primeiro amor se vai, há um problema. Quem é pródigo? Não é simplesmente o que desperdiçou os bens de seu pai e, sim, o que deixou a casa de seu pai. No momento em que alguém deixa a casa de seu pai, torna-se um filho pródigo. Mesmo que faça fortuna lá fora, ainda é um filho pródigo. É claro que nunca haverá um pródigo que faça fortuna no mundo. Um pródigo jamais prosperará. Um pródigo sempre desperdiçará todo o dinheiro que tem. Deus permite que o “dinheiro” seja dissipado, de modo que o homem saiba que não é bom apartar-se de Deus e perceba, por fim, que é um pecador.

Os muitos pecados são como os frutos de uma árvore. Eles existem individualmente, e uma árvore pode produzir algumas centenas deles. É assim com os pecados. O pecado, por outro lado, é como a própria árvore. O que nós, os pecadores, vemos com os olhos é o fruto. Percebemos que os frutos são maus, mas não vemos que a árvore é igualmente má. Os frutos são maus porque a árvore é má. É assim que Deus nos ensina a entender o problema do pecado. No início Ele nos mostra os pecados individuais. Por fim, Ele nos mostra a nossa própria pessoa. No início precisamos de perdão porque temos cometido pecados. Mas após um tempo compreendemos que precisamos ser libertados porque somos pecadores.

Então, se um discípulo viver certo, não for fingido, a essência do ser de todos aqueles que o rodeiam logo se manifestará, (embora até nisso nos possamos enganar, pois a de Judas nunca se manifestou ) Logo, é de grande importância as pessoas viverem tal qual são e ensinar a viver assim também. Quando um pecador se depara perante a vida, vai ser confrontado por ela e quem sabe se envergonhará da reação que tiver e vier a sair dele, pois seu verdadeiro ser se manifestou pela presença de santidade não fingida e não agressiva. São os agressivos os que acham que não são agressivos, os quais pretendem ser como os meigos e serão eles que agradam pessoas para as terem como convencer que assim são. Os viventes vivem e os que são mortos por dentro fingirão que vivem. Virão tempos, então, dos quais o Senhor diz assim:

“Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que o não serve” (Mal.3:18).


Desde o inicio da Igreja já haviam pessoas que falsas, fingidas, dissimuladoras: “Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.“



Nossa missão é proclamar a palavra.

E, no fim dos tempos os anjos de Deus vão separar o joio do trigo e neste Dia todo o joelho se dobrará perante nosso Senhor Jesus Cristo. “Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus.
De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.




Léia Trianoski

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